terça-feira

"Gosto se discute. Basta ter o tão esquecido bom senso." disse Gustavo Henrique Magnani a respeito da última edição da revista Época

“Traduz o valor da cultura popular para todas as classes” disse Época.
Er..., mas como é a letra mesmo?

Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego

Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego

Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
...

Segue abaixo alguns trechos do blog Literatortura: (podem conferir na íntegra nesse link e nesse)

"Vocês podem ver. É nítido. Não vejo representação de cultura popular nenhuma. Fala-se de uma balada, de um cara idiota que repete “assim você me mata”. Típica cantada canastrona, mas sem graça, porque não está dentro de um filme pastelão.

A cultura popular brasileira é riquíssima. Os grandes mestres detém dificuldade em sintetizá-la em apenas uma música, em um livro, em uma poesia. Expliquem-me como um cantor de sertanejo universitário conseguiria em 10 versos? Lembrando que alguns desses versos são apenas palavras repetidas.

Rimas óbvias; Dançar/falar.

Supor que essa música traduza todos os valores da cultura nacional é ridicularizar o país em que vivemos. Temos defeitos? MUITOS. E isso é óbvio em qualquer lugar. Mas não podemos negar que o Brasil detém uma cultura vasta, imensa, gigantesca. Mal explorada. Concordo. Mal estudada. Concordo. Mal repassada. Concordo. Mal apoiada. Concordo. Mas dizer que uma canção que trata de uma “balada” (palavra que eu acho ridículo e (de novo) canastrona), traduz os valores da cultura popular, é vergonhoso.

A incoerência. Quem lê Época sabe que há matérias culturais excelentes. Leio, semanalmente, essa parte da revista. Por isso, não admito que eles tenham escolhido Michel Teló para ser capa da revista e muito menos; “traduzir os valores…”(enfim, vocês já sabem).

Como visualizar a cultura popular brasileira em todos os seus aspectos, desde o samba ao futebol, se estamos em uma balada preocupados apenas em pegar a menina mais linda?

Michel Teló merece. É brasileiro. Honesto.
Assim como meu pai, meu vô, o Zeca da padaria, o Eulídio do jornal, o Pedro do mercado. São todos honestos, mas não ganham o dinheiro que o Michel ganha. E outro detalhe, eu não falei da PESSOA Michel Teló. Falei do CANTOR Michel Teló. E como cantor, me desculpem, é pífio


“o único lugar onde sucesso vem antes de trabalho é no dicionário” (Albert Einstein) Ah, Albert… se conhecesses os artistas de hoje [...]

Não, senhores, essa não é a nossa cultura. A nossa cultura, como eu disse no post anterior, é rica. Esquecida? Sim. Mas é rica. E não é uma questão de opinião, é uma questão factual. Basta pesquisar.

O Brasil não é isso. O Brasil é repleto de cantores, escritores, pintores, compositores, poetas fabulosos.  Usamos a arte como expressão e a arte nos fortalece. O Brasil não é o culpado. A culpada por tal bizarrice foi a revista ÉPOCA. E sim, nós, BRASILEIROS, devemos ficar p-u-t-o-s. Sabem por quê? Porque eles nos rebaixaram à pegadores de balada. E cá entre nós, Época, os pensadores dessa geração, podem até ser poucos, mas irão te surpreender.

"


É, coleguinhas. FUU.

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